Fernando Pinto admite vender A350 se privatização falhar
O presidente da TAP admite vender os A350 que deveria começar a receber em 2017 caso falhe o processo de privatização em curso.
Fernando Pinto, presidente da TAP, admitiu esta noite, em entrevista à SIC Notícias poder vir vender os 12 Airbus A350 que a companhia deveria começar a receber em 2017, aviões que a preço de tabela terão custado à companhia cerca de 2,7 mil milhões de euros, a preços de 2007.
"Os aviões novos estão adquiridos, esses aviões tem um valor muito mais alto no mercado do que foi pago, foram valorizados... muitas vezes, uma forma de fazer a sustentação da empresa é ir buscar essas mais valias que já se conseguiram", disse o presidente da TAP quanto questionado sobre se dispõe de um plano B no caso de vir a falhar a privatização.
Na apresentação das contas de 2014, ano em que a TAP registou prejuízos de 85,1 milhões de euros, Fernando Pinto reconheceu, sem quantificar, que a companhia já tinha começado a cumprir o plano de pagamentos dos aviões comprados à Airbus.
Numa entrevista focada na greve de dez dias convocada pelo Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC), Fernando Pinto diz encarar com "grande preocupação" a medida adoptada pelos pilotos e que não acredita que a greve venha a ser desconvocada porque "o sindicato já esta mandato para essa greve".
Para o presidente da TAP, a convocação de uma paralisação a um mês da entrega de propostas vinculativas para a compra da companhia aérea "traz uma enorme preocupação a quem está interessado na privatização da TAP". "Se fosse racional o movimento [marcação da greve] todos entenderiam, esse movimento é difícil entender as razões dele", diz Fernando Pinto, reafirmando que os pontos do acordo negociado entre o Governo, a TAP e os sindicatos em Dezembro estavam a ser cumpridos.
Agora, Fernando Pinto propõe-se a realizar sessões de esclarecimentos junto dos pilotos, com o objectivo de os sensibilizar para a necessidade de não cumprirem esta greve. "Estamos num processo de chamada dos pilotos, explicando qual é a realidade e dando oportunidade de decisão com dados reais".
Artigo do Diário Económico de 16/04/2015








